A primeira sessão da Câmara após ao afastamento do prefeito Jonas Marins foi monopolizada por declarações sobre o fato.

A sessão da Câmara de Barra Mansa, de quinta-feira, 02 de junho, foi tomada por declarações  acerca do afastamento do prefeito Jonas Marins. Os vereadores que solicitaram a abertura da Comissão Especial de Investigação da Saúde reafirmaram a importância da comissão para o município, confirmada pela investigação do Ministério Público, que resultou no afastamento do prefeito e de dois secretários.

De acordo com o presidente da Câmara, vereador José Luiz Vaneli, os parlamentares proporão, na sessão de terça-feira, a abertura de uma Comissão de Investigação e Processante, para apurar os fatos que levaram ao afastamento do prefeito. O presidente afirmou que a Câmara colaborou com as investigações do Ministério Público, das formas possíveis.

-Em muitos momentos me vi desanimado com as investigações das denúncias que fazíamos, mas não deixei de acreditar que teríamos uma resposta do MP. Uma denúncia em especial foi determinante para os rumos da investigação, que resultou no afastamento do prefeito. Um funcionário chegou até mim e disse que não aguentava mais a roubalheira que acontecia no seu setor. Eu e o vereador Marcelo tomamos seu depoimento e o encaminhamos ao Ministério Público, onde este funcionário denunciou como o esquema funcionava. Queria poder oferecer um ofício de congratulação a este funcionário, mas tenho que mantê-lo no anonimato – afirmou Vaneli, lembrando que o funcionário em questão não ocupa o alto escalão, confirmando, assim, que qualquer pessoa, independentemente do cargo que ocupa, pode mudar o rumo da história, denunciando e cobrando.

Para o vereador Luiz Furlani, os vereadores precisam aprovar a abertura da comissão sobre o afastamento do prefeito o mais rápido, para dar uma resposta à sociedade. Furlani ressaltou, ainda, as dificuldades enfrentadas pelo prefeito interino Jorge Costa.

-Esta casa tem que realizar a Comissão de Investigação e Processante para apurar os desvios de dinheiro público, que assolam a cidade, com a falta de estrutura, falta de medicamentos. Tem gente morrendo por não ter medicamento disponível. A população precisa de uma resposta. Me reuni com o prefeito interino Jorge Costa e, só como exemplo das dificuldades que o município passa, ele afirmou que tem uma folha de pagamento de cerca de R$3,5 milhão e só tem R$150 mil em caixa – afirmou Furlani.

O vereador Marcelo Borges ressaltou a importância das denúncias realizadas pelos munícipes na investigação do Ministério Público.

-As denúncias surgem de toda parte e foram determinantes para o Ministério Público conseguir chegar onde chegou. E todo dia surge uma novidade, porque as pessoas continuam denunciando. Recebi denúncias de que funcionários saíam com caixa de remédios fechadas da Farmácia Popular, para fazer politicagem, enquanto nos postos faltavam medicamentos. Estive hoje (quinta-feira) na UPA da Região Leste e denunciaram que o almoxarifado não tinha nenhum controle, qualquer um entrava e pegava o que quisesse, além disso, foi denunciado que médicos fazem plantão no lugar de outros médicos. Presenciamos aqui na Câmara como as denúncias tem fundamento. Na sexta-feira passada recebi um telefonema afirmando que o balancete da Prefeitura estava com dados incorretos. Quando estava acontecendo a prestação de contas, questionei o secretário, que afirmou que o índice de gasto com o pessoal não correspondia à percentagem correta. Ou seja, confirmou a denúncia que eu tinha recebido – lembrou Marcelo.

Ao término da votação da ordem do dia, o vereador Elias Silva de Andrade, o Lia Preto, que integra a bancada de apoio ao governo, afirmou que apoia as investigações e a punição dos culpados, devidamente comprovada suas responsabilidades.

-Eu estou do lado da população e quero ver o final das investigações, para tirar minhas conclusões corretamente. Não estou traindo o prefeito, como muitos afirmaram, apenas vou colaborar com a Justiça no que for possível – disse Lia Preto.

O presidente da Câmara, vereador José Luiz Vaneli, declarou que os vereadores continuarão investigando os possíveis desvios e fiscalizando a atuação do prefeito interino. O vereador Rodrigo Drable afirmou que as irregularidades no governo começaram em seu início, ainda em 2013.

-Na história centenária de Barra Mansa, nunca o prédio da prefeitura ficou sem luz ou um prefeito foi afastado por acusações de desvio de dinheiro público. Ouço muitos dizendo que esta investigação e as denúncias que fizemos são  medidas eleitoreira, mas desde o começo desse governo denuncio irregularidades cometidas, principalmente, na Saúde. Então, estas irregularidades não começaram agora, começaram em 2013, e minhas denúncias também. Este governo levou muita gente a óbito, por falta de medicamento – salientou Rodrigo.

Na sessão de terça-feira, 07 de maio, os vereadores votam o pedido de abertura da Comissão de Investigação e Processante –CIP-, que tem a finalidade apurar os fatos que levaram ao afastamento do prefeito Jonas Marins. A solicitação da abertura da comissão foi marcada para essa sessão para que os parlamentares anexem provas e documentos  no pedido. 

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